“CAUSOS” Reais: Audiência de família

Este é o primeiro post que faço sobre minha pequena experiência como advogada. Por incrível que pareça foi minha primeira audiência de família. É um caso real que vivi e presenciei, acreditem!

Bom, vamos lá.

Atuo na cidade de Botucatu, interior de São Paulo. Esta audiência foi na cidade de Conchas/SP, cidadezinha perto da minha.


Tratava-se de uma ação de alimentos. Sabemos que nas ações de família tudo pode acontecer, mas esse caso me marcou tanto, pois, além de ser o meu primeiro, ocorreram coisas inusitadas.

Eu e minha sócia, estávamos pela mãe. O pedido era simples: majorar e instituir judicialmente uma pensão que era paga informalmente, aleatoriamente e ínfima, para não falar ridícula. 

A fase era audiência de tentativa de conciliação, instrução e julgamento. 

Adentramos na sala de audiência. Todos posicionados, partes, juiz, promotor, advogados, iniciamos os trabalhos. A proposta de conciliação foi de cara rejeitada pelo pai, que tinha um linguajar um tanto quanto…, digamos, peculiar.

Disse que poderia pagar apenas R$ 85,00 reais. Propomos R$ 250,00, o pai me olhou com raio nos olhos, como quem diz: “te pego na saída” e disse que não poderia pagar. O juiz interferiu e perguntou quanto ele poderia pagar, ele subiu para R$ 100. Foi aí que o promotor se manifestou, dizendo que cem reais era um valor ínfimo para sustentar uma criança. O pai retrucou, dizendo que era apenas uma criança (como se fosse um animal). 

Até aí tudo bem. Foi aí que o pai começou a falar sem permissão, usando linguagem inapropriada para o local. Achei estranho, pois o juiz sequer o repreendeu. 

No momento final, quando o promotor se irritou e propôs metade de um salário mínimo como pensão, o pai me solta a seguinte expressão: “mas aí o senhor quer me fuder?”

Foi um choque! Pois quem pensa que haverá coisas desse tipo numa audiência? 

Nós, pobre bacharéis, recém formados e recém aprovados no Exame da OAB, nunca imaginamos que em uma audiência teriam palavrões e broncas.

Só para concluir, depois da audiência ficamos com medo de encarar o tal”pai”. É cada um….

Erica

Meu nome é Erica Avallone, tenho 26 anos e sou advogada. Estou aqui para informá-los sobre seus direitos e ajudá-los a protegê-los.

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