Remédios que interferem na direção

Em junho a Lei Seca completou 10 anos. As campanhas de conscientização alertam a população sobre os riscos de se dirigir embriagado ou sob o efeito de drogas.

Mas o que muitas pessoas não sabem, é que existem determinados remédios que prejudicam tanto ou mais a capacidade de condução do que o álcool e as drogas.

Os remédios afetam três estruturas essenciais para uma condução segura: a cognitiva, a motora e a sensório-perceptiva. Com a utilização de certos medicamentos, os motoristas podem aumentar o tempo de resposta, que idealmente é de 0,75 segundo, e correm o risco de se envolverem em acidentes.

A sensibilidade para os efeitos colaterais pode variar de pessoa para pessoa. Cabe ao condutor evitar a ingestão de medicamentos sem receita e tomar bastante líquido durante o tratamento. Os analgésicos, antitussígenos e relaxantes musculares, por sua vez, interferem na direção em graus diferentes, dependendo da reação do corpo do motorista. Em casos de dúvidas, é recomendado dirigir com atenção e parar o carro caso haja a sensação de tontura ou outros efeitos colaterais.

Analgésicos

Efeitos colaterais: Euforia, sedação, vertigem, diminuição da concentração e da capacidade cognitiva, passividade.

Recomendações: Dirigir com cuidado devido aos efeitos colaterais. Percebendo qualquer sinal diferente, deve-se interromper a direção.

Antitussígenos

Efeitos colaterais: Euforia, sedação, vertigem, diminuição da concentração e da capacidade cognitiva com menos intensidade do que os analgésicos.

Recomendações: Dirigir com cuidado devido aos efeitos colaterais. Percebendo qualquer sinal diferente, deve-se interromper a direção.

Antidepressivos

Efeitos colaterais: Sedação pronunciada, problemas de acomodação, hipotensão, fadiga, vertigens, alterações do comportamento.

Recomendações: Não dirigir nas primeiras semanas de tratamento.

A depressão pode afetar a capacidade de dirigir. O tratamento pode, então, melhorar a atenção e a coordenação psicomotora dos pacientes motoristas. Nem todos os antidepressivos afetam a capacidade de dirigir.

Anti-histamínicos

Efeitos colaterais: Sedação, ansiedade, insônia, parestesia, alterações da visão, alucinações.

Recomendações: Não dirigir durante o tratamento com anti-histamínicos de primeira geração. O risco é menor nos de segunda geração. Nesse caso, o ideal é dirigir com cuidado.

Relaxantes musculares

Efeitos colaterais: Euforia, sedação, vertigem, diminuição da concentração e da capacidade cognitiva, passividade.

Recomendações: Dirigir com cuidado devido aos efeitos colaterais. Percebendo qualquer sinal diferente, deve-se interromper a direção.

Antidiabéticos

Efeitos colaterais: palpitações, náuseas, alterações na visão; agressividade, alucinações, tonturas, hipoglicemia e alteração do comportamento.

Recomendações: o motorista só deve conduzir quando a glicemia estiver controlada e ou quando estiver ciente do nível de insulina a ser aplicado sem causar efeitos colaterais.

Antiepiléticos

Efeitos colaterais: sonolência, confusão, perda de memória e concentração, letargia, diminuição da capacidade psicomotora.

Recomendações: o motorista só deve ser liberado para dirigir após um ano de tratamento sem apresentar crises.

Dúvidas? Entre em contato!

E-mail: erica@avallonelima.com.br

 

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