Transformando a petição inicial em um bom texto

Primeiramente, é preciso transformar a narrativa dos fatos em um storytelling. Em termos simples, storytelling significa contar um ahistória prendendo a atenção do leitor ao mesmo tempo em que se transmite a mensagem desejada.

Imagine uma petição onde alguns fatos devem ser narrados. Tal como esta abaixo:

Ilustre Julgador, desde 06 de Novembro de 1970, o Requerente laborou como mecânico na empresa do Sr. X realizando habitualmente atividades insalubres, exposto a agentes agressivos à saúde, com emprego de produtos contendo hidrocarbonetos aromáticos como solventes, conforme a Norma Regulamentadora nº 15, sem qualquer Equipamento de Proteção Individual – EPI.

Tendo isso em mãos, é preciso elaborar uma boa história:

Em 1970, as pessoas não tinham acesso às informações que temos hoje.

Lembro-me do meu avô. Seu primeiro emprego foi como mecânico em um posto de gasolina, numa pequena cidade localizada no interior de Minas Gerais. Provavelmente ele nem sabia o que era uma atividade insalubre, mas seus dias de trabalho envolviam o contato direto com graxas, solventes e desengraxantes.

Era comum ver meu avô com feridas nas mãos e irritação nos olhos por conta disso, já que trabalhava sem qualquer proteção.

Se isso não bastasse, meu avô teve o seu requerimento de aposentadoria especial negado pelo INSS.

Pois bem, é preciso um diferencial para que o seu texto não seja monótono e uma ótima maneira de fazer isso é contando uma boa história. Tais histórias tendem a criar conexões, deixando o conteúdo mais familiar e interessante.

Palavras-chave

As palavras-chave também são usadas nas ementas dos julgados que você utiliza nas suas petições, e é por isso que você usa palavras-chave quando pesquisa alguma jurisprudência nos sites dos Tribunais.

Se o assunto do seu texto é indenização por danos morais por negativação indevida, por exemplo, é importante que essas palavras apareçam em vários pontos do artigo, tornando-se um termo de referência para os motores de pesquisa do Google.

Para te ajudar a encontrar as palavras-chave mais usadas pelos internautas existem ferramentas gratuitas como o Google Keyword Planner e o Keyword Tool.

Tópicos

Também é possível facilitar a vida do leitor criando tópicos no texto, escrevendo parágrafos pequenos ou destacando os principais pontos em negrito ou em itálico.

Mas fique atento, seu artigo não pode ser grande demais para que fique cansativo, mas nem pequeno demais deixando a desejar.

Palavras rebuscadas e jargões

Dentro de tudo o que você escreveu na petição, o que seria útil para o leitor? O número da Súmula do STJ? O acórdão fabuloso que você utilizou no texto? Palavras ou termos como a despeito, irrefutável, corolário ou vacatio legis?

É difícil, principalmente porque fomos ensinados na faculdade que escrever bonito transmite confiança e conhecimento, mas estamos falando de redação para a internet. Além disso, você está transformando uma petição em um texto, não o contrário.

É preciso facilitar a leitura e deixar o texto mais acessível. E, caso precise de ajude, uma alternativa é contratar um freelancer para revisar seu texto.

Requerimentos

Este é o momento certo de permitir – e convidar – o leitor para interagir com você ou te conheça melhor.

Veja algumas ideias do que você pode pedir para ele fazer ao final do texto:

  • Deixar um comentário, se o texto foi útil pra ele;
  • Se inscrever na sua lista de e-mails para receber novos textos;
  • Compartilhar a informação com outras pessoas;
  • Saber mais sobre esse ou outros assuntos sugerindo a leitura de outros textos seus.

Publique o texto

O mais difícil já foi feito: público e tema definidos, palavras-chave, escrita, revisão, imagens de destaque e, agora, vem a parte mais fácil: publicar o seu texto.

Se precisar de ajuda ou ainda tiver alguma dúvida sobre o tema, pode me contatar clicando aqui ou pelo e-mail: erica@avallonelima.com.br

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